Concurso de capas encerrado: Saiba mais!

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Olá, queridos!
O Concurso de Capas "A gente ama, a gente sonha" (meu novo livro) está oficialmente encerrado (veja quais foram as regrinhas aqui).
Fiquei tão feliz com todo o material que vocês enviaram, que só tenho a agradecer pela confiança, pelo carinho e pelo apoio. Testemunhar o quanto vocês acreditam no meu trabalho, enche meu coração de alegria! Obrigada, mesmo!
Vejam que sucesso foi o concurso:

Recebemos 39 capas, e, como cada pessoa poderia enviar mais de uma, houve até participantes que enviaram mais de cinco imagens! No total, há 17 participantes. 
A qualidade das capas está muito alta e, particularmente, fiquei em dúvida entre várias imagens. Por isso, há um júri, formado por amigos, que irá me ajudar a decidir:

Júri do Concurso de Capas:
1. Eu (Fabiane), autora do livro.
2. Luis, da editora Universo dos Livros.
3. O. A. Secatto, revisor do livro.
4. Marília, minha grande amiga, que também ama a literatura.
5. Minha mãe, Viviane, que acompanhou o desenvolvimento desse novo livro desde o início.

A votação será baseada em maioria simples, sendo que cada voto terá o mesmo peso. E o resultado sai na primeira semana de junho.

O vencedor levará para casa um exemplar de cada um dos meus livros publicados até agora (e todos os participantes ganharão o e-book "A gente ama, a gente sonha"):

 (prêmio a ser recebido pelo participante responsável pela capa vencedora)

Agora, deixo vocês, mais uma vez, com a sinopse de "A gente ama, a gente sonha". Novamente, agradeço a participação de todos e quero dizer que estou tão ansiosa quanto vocês pelo resultado!!!!

Sinopse: 
Uma narrativa futurista, em que a população vê-se cercada de poluição, máquinas e redomas. Por um lado, as classes nobres conseguem proteger-se do céu alaranjado. Em contraposição, aqueles que preenchem as classes média e baixa estão à mercê do Maquinário (governo moderno) e de graves problemas respiratórios. Religião é algo extinto, assim como os sentimentos; árvores frondosas e diversas espécies da fauna são encontradas apenas nos museus naturais. E o que dizer dos sonhos? São controlados por máquinas, assim como tudo mais na sociedade. Nesse cenário, Vanessa, ou melhor, Nenê, encontra uma carta esperançosa de alguém que previa a destruição do seu mundo, mas que acreditava na cura do mesmo. Uma carta escrita há muitos séculos... No ano de 2012. A carta convida-a a repensar suas atitudes e as de seus semelhantes, ao mesmo tempo em que a leva a conhecer um novo mundo: Nenê, pela primeira vez, sonha sem programar a Máquina de Sonhos e, assim, acaba conhecendo um rapaz misterioso durante seu sono. Sem saber seu nome, ou sem ver sua face, Vanessa sabe que o ama e que deve fazer de tudo para encontrá-lo e, assim, resgatar valores perdidos pela humanidade. Em sua trajetória, ela tem que aprender a lidar com assuntos há muito tempo banalizados, como família, morte e amor. Um livro sobre robôs, sonhos, romance e, sobretudo, sobre a reinvenção do ser humano.

Resenha - Identidade Roubada

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Mais um excelente livro com trama policial enviado pela Editora Arqueiro (site), parceira do blog. Vale a pena conferir essa narrativa repleta de drama e suspense:


Identidade Roubada é um livro que surpreende pela condução da narrativa e pelo desfecho da história. Com certeza é uma obra que não passa indiferente a quem a tem em mãos, sendo capaz de nos trazer diversas emoções e permanecendo na memória após o virar da última página.
A narrativa em primeira pessoa através da personagem Annie, é forte e feita de forma coloquial, tornando-nos mais próximos a ela e ao seu drama. A divisão dos capítulos é feita de forma original, sendo que cada um dos 26 capítulos, na verdade, é uma sessão de Annie com sua terapeuta. Entretanto, a doutora não tem voz na história. Vemos apenas o lado de Annie na conversa, relatando tudo o que aconteceu desde o dia em que foi sequestrada.
E a trama é exatamente essa. Somos levados ao passado recente da narradora, em que, após mais um dia de trabalho (como corretora de imóveis), um cliente chega nos últimos instantes para ver uma casa e acaba sendo seu sequestrador, levando-a a viver como prisioneira em um chalé nas montanhas canadenses.
Pelo fato de a história ser contada pela vítima a uma terapeuta, já sabemos que ela fugiu de seu cativeiro de alguma forma, mas isso não torna o dia a dia de seu sequestro menos terrível enquanto lemos os detalhes.
A descrição de algumas cenas é um pouco forte e pode até chocar os leitores mais sensíveis. Presa pelo Maníaco (como ela o chama), a mulher é estuprada, aprisionada, condicionada a seus mais estranhos e abomináveis costumes e obrigada a cumprir cada uma de suas terríveis ordens.
Mas, vivendo dia após dia na companhia do homem, Annie, em certo ponto (para comoção e surpresa do leitor) passa a enxergar o lado humano daquele monstro (em uma tênue semelhança com “A bela e a fera”, exceto que, nesse caso, a “fera” não tem condições de virar um príncipe).

“Mais tarde, quando ele se deitou ao meu lado e pôs a mão no meu peito, vi que sentia pena do sujeito. Sentia, sim. Foi a primeira vez que tive um sentimento diferente de asco, medo ou ódio por ele, e a constatação me amedrontou mais do que qualquer coisa [...]. A maioria das pessoas acha que eu ficava sob a mira de uma arma o tempo todo  [...]. Como eu poderia dizer a alguém que ele me fazia rir?” (Págs. 77 e 78).

Muita coisa acontece durante aqueles meses em que Annie foi refém do Maníaco e a narrativa é detalhista, indo da surpresa ao abominável em questão de segundos. Provavelmente não agradará a todos, mas, com certeza, despertará a ira de todos, bem como a repugnância por um personagem tão bem construído como o sequestrador.
Após a fuga de Annie do chalé-cativeiro (cena que, em alguns aspectos, deixou a desejar), suas sessões na terapeuta (ou seja, os capítulos) passam a apresentar um novo rumo, mostrando uma trama bem amarrada das investigações policias para descobrirem detalhes sobre o Maníaco.
Essa nova fase da narrativa é bem-vinda. A descrição do dia a dia do sequestro foi bem feita e terminou na hora exata. Se prolongada, poderia tornar-se cansativa, mas não foi o caso. Além disso, as investigações pós-sequestro tornaram essenciais para concluir o livro de forma eletrizante a, acima de tudo, surpreendente.
A grande dúvida é o motivo de Annie ter sido sequestrada. Seria por acaso? A revelação final deixará todos de boca aberta. Pelo menos, eu fiquei. Portanto, aqueles que curtem uma boa trama de suspense, drama e até de investigação, devem ler Identidade Roubada com altas expectativas. A maioria delas será atendida. Alguns pequenos problemas na trama não foram o suficiente para torná-la chata ou ruim, pelo contrário. Seus pontos positivos destacam-se e, ao fechar o livro, a sensação que fica é a de que valeu a pena ler as páginas do sofrimento de Annie, por uma história tão bem amarrada e conduzida.
Vale finalizar dizendo que o título é um dos grandes méritos do livro. Afinal de contas, cada página é mais uma prova de que, apesar de ter escapado de seu sequestro, Annie nunca mais conseguiu reencontrar-se, parte dela perdeu-se, talvez, para sempre naquelas montanhas...

“Eu queria voltar a ser aquela garota que adorava bala, doutora. Que adorava bala. Sentei diante da mesa da cozinha... cercada de sacos e papel de bala... sem conseguir parar de chorar. Fiquei com dor de cabeça de tanto açúcar que comi. Mas chorei porque as balas não tinham mais o mesmo gosto. Nada mais tem o mesmo gosto” (Pág. 70).

Informações:
Título: Identidade Roubada
Autora: Chevy Stevens
Editora no Brasil: Arqueiro
Gênero: Romance / Ficção Policial
Páginas: 256
Para saber onde comprar: clique aqui

Borboletas azuis:



Resenha Premiada: As aventuras de Sherlock Holmes

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Em parceria com a Editora Martin Claret (site), trago mais uma resenha premiada, desta vez valendo um exemplar de "As aventuras de Sherlock Holmes". Confiram a resenha e, no final da mesma, os critérios para o sorteio. Já vou adiantando, vale muito a pena!


Resenha:

Já sou familiarizada com as narrativas clássicas e com os célebres personagens criados por Sir Arthur Conan Doyle, mas confesso que abrir uma nova obra de sua autoria é sempre motivo de grande animação.
As aventuras de Sherlock Holmes é uma obra lançada no ano de 1892 e possui doze contos que narram alguns dos casos da carreira do brilhante Sherlock Holmes a partir de relatos de seu grande amigo, Dr. Watson.
Nas primeiras páginas da obra, encontramos um texto de Casemiro Linarth sobre curiosidades acerca dos personagens criados por Conan Doyle. Enquanto fã de Mr. Holmes, adorei ler cada linha daquele texto. Além disso, ele serve como um verdadeiro resumo para os iniciantes nas leituras de Sherlock, uma vez que fala sobre diversos aspectos do personagem, desde seus parentes até curiosidades, como: vocês sabiam que a famosa expressão “Elementar, meu caro Watson” nunca foi mencionada em alguma das sessenta histórias escritas por Conan Doyle? Na verdade, tal expressão teve origem em uma das peças teatrais que tiveram o personagem como protagonista, sendo posteriormente retomada nos filmes.
Após esse início de grandes esclarecimentos e curiosidades a respeito do universo holmesiano, embarcamos na série de doze contos.
Todos mantêm a tradicional fórmula: narrados por Watson, revelam sempre um caso apresentado a Holmes e toda sua trajetória em busca da verdade.
O mais legal de tudo é que a alma desse personagem criado e admirado há mais de um século está presente em cada um dos contos. Por exemplo, todos sabem que Sherlock Holmes era o mestre dos disfarces. Esse fato aparece em mais de uma narrativa do livro, ajudando-o em diversas partes das investigações.

“Desapareceu em seu quarto e reapareceu alguns minutos depois com a aparência de um clérigo da Igreja Anglicana, afável e simples [...]. Holmes não tinha trocado somente de roupa: sua expressão, suas maneiras e até sua alma pareciam modificar-se a cada novo papel que assumia. O teatro perdeu um ator maravilhoso e a ciência perdeu um pensador brilhante quando ele decidiu especializar-se em assuntos criminais” (Pág. 36).

Além de tudo, a beleza das narrativas está, não somente nas tramas instigantes e bem construídas de cada conto, como, e principalmente, na força do protagonista. Holmes é mantido sempre com um caráter inconfundível e um humor questionável, o que o torna um dos personagens mais queridos e interessantes de todos os tempos.

“Eu disse e repito agora que um homem deve guardar no sótão de seu cérebro tudo o que pode ser útil para ele e o resto armazenar no quarto de despejo de sua biblioteca, onde pode procurá-lo se for preciso” (Pág. 121).

Dos excelentes doze contos dessa coletânea, vários se destacam.
Um escândalo na Boêmia é excelente e muito famoso por mostrar uma trama envolvendo a única personagem feminina capaz de enganar Holmes, a sedutora e perigosa Irene Adler (personagem sempre representada também nas séries e filmes com enredos sobre Sherlock Holmes); A Liga dos Cabeças Vermelhas tem destaque pelo tom de humor presente no caso apresentado; A faixa malhada pelo alto grau de suspense da trama, e O mistério do vale Boscombe por ser um dos que mais evidencia as peripécias e audácias de Holmes quando faz suas investigações a campo.
Entretanto, tenho dois contos preferidos. O primeiro é O homem do lábio torcido, que mostra o desespero de uma mulher ao visualizar, por acaso, seu marido em um prédio suspeito e, posteriormente, ter de lidar com seu desaparecimento e sua possível morte. O que chama a atenção nesse conto é o desfecho, super criativo e elaborado, as deduções de Holmes e, principalmente, o início, uma vez que a narrativa começa de forma diferente das demais. Nas páginas iniciais tudo se passa sem a presença de Holmes, contando apenas com Watson. E a forma como Sherlock se liga à história é divertida e surpreendente.
O outro conto que tornou-se um de meus favoritos é O carbúnculo azul, no qual temos nada mais nada menos que uma pedra preciosa escondida no papo de um ganso que foi vendido para o Natal, tendo passado por diversas mãos. Com certeza, vale a pena conferir.
São doze histórias curtas e rápidas de se ler, mas que, com certeza, têm o poder de gerar grande impacto e despertar, no mínimo, a curiosidade para as demais histórias criadas por Conan Doyle. Não é a toa que Sherlock Holmes e Dr. Watson tornaram-se personagens imortais na literatura, o título é mais que merecido, e quem gosta de ler não pode deixar de conhecê-los mais a fundo. 

Sorteio:

Gostou da resenha? Agora você tem a chance de ganhar um exemplar de "As aventuras de Sherlock Holmes"

Para participar, basta você:
- Ser seguidor público deste blog (vá em "seguidores" na aba lateral).
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Prontinho! Você já está concorrendo ao livro!

Observações:

- O sorteio será feito pelo random.org, sendo que cada participante será representado pelo número da ordem de seu comentário.
- Cada pessoa só pode participar uma única vez.
- Quem quiser comentar mas não quiser participar do sorteio, basta avisar no comentário, então seu número será automaticamente desconsiderado.
- A capa do livro foi alterada, não é a mesma deste post e sim uma nova versão, mas também é lindíssima.
- O sorteio acontecerá dia 31/05/12 às 21h.


Resenha - O Espião

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Mais um excelente livro cedido pela editora parceria, Novo Conceito. Trata-se de um clássico internacional, de ótima qualidade. Confiram!


O Espião é um livro do consagrado autor norte-americano Clive Cussler, junto de Justin Scott, trazendo mais uma aventura do célebre personagem Isaac Bell.
Antes de ler um livro, eu sempre gosto de saber um pouco sobre a vida do autor. Considerando aqui o mestre Cussler, mais uma vez, o criador explica a criação em si. Além de escritor, ele trabalhou como pesquisador de navios naufragados de importância histórica.
Sendo assim, podemos esperar, sem o risco de frustração, um livro repleto de navios, submarinos, buscas oceânicas, referências históricas, e muito suspense.
A narrativa de O Espião começa com a morte de Arthur Langner, o lendário projetista da Fábrica de Canhões. O ano é 1908, portanto, o mundo vive a ameaça do início da primeira Grande Guerra.
Sendo uma importante peça no desenvolvimento de canhões para os navios couraçados, a morte de Arthur é uma grande perda para a frota americana. Entretanto, tudo indica que o homem não aguentou as pressões que vinha vivendo e acabou cometendo suicídio.
Logo após o ocorrido, sua filha procura a Agência de Detetives Van Dorn, alegando que o pai jamais tiraria a própria vida e que, com certeza, tudo se tratara de uma armação. Quem assume o caso é Isaac Bell, o brilhante personagem que conduz vários livros de Cussler.
No início, Bell acreditava que realmente estava lidando com um caso de suicídio. Porém, alguns detalhes começam a chamar sua atenção e, principalmente, o quadro muda quando mais algumas mortes acontecem nas redondezas. Todas foram “acidentes” envolvendo mais homens responsáveis por projetos importantes para o desenvolvimento dos mais modernos navios norte-americanos.
Agora, convencido de que está lidando com um caso de espionagem internacional para sabotar a frota de seu país, Isaac Bell acaba entrando em um mundo perigoso.
Somos conduzidos, então, a uma narrativa bem estruturada, repleta de detalhes e cenas impressionantes. Destaque para as passagens em que Bell é atacado por uma serpente deixada em seu quarto pelo inimigo e para a narrativa que se segue no trem, em que o detetive está sobre os trilhos com o inimigo.
Todos os fatos levam a crer que, apesar do envolvimento de vários espiões e sabotadores com os crimes, há um chefe por trás de todas as armações. Trata-se do terrível homem, conhecido como espião.
A narrativa, de fato, é rica, bem amarrada, repleta de reviravoltas e longa. Às vezes, pode parecer um pouco cansativa, devido a tantas explicações e detalhes, inclusive sobre os couraçados. O final é muito bem escrito e a trama realmente nos conduz de forma excelente à verdadeira identidade do “espião”.
Porém, desde que surgiu em minha cabeça a primeira teoria sobre quem era o “espião” e seu principal cúmplice, eu estava certa. Isso me fez questionar o grau de surpresa do livro, uma vez que o grande mistério, em alguns momentos, foi um pouco óbvio. Mas isso não tira os méritos da história bem pensada e bem construída que temos em O Espião.
Particularmente, aprecio narrativas extensas e ricas em detalhes. Talvez, como tenho visto aqui e ali, o livro não agrade a todos. Mas, quem gosta de suspense, investigações, perseguições, teorias e muita espionagem, com pitadas históricas, não deve deixar de conferir esta nova aventura de Isaac Bell e tirar suas próprias conclusões. Para mim, o resultado foi mais que satisfatório.

Trecho: “Bell viu um cano emergir bem à frente da lancha – o periscópio, um tudo de espelhos dispostos em ângulo, o olho do submarino. Uma torre redonda e achatada rompeu a superfície contornada por corrimãos na borda. Depois, ouviu-se uma forte explosão por baixo e aquilo chocou-se contra o fundo da lancha da polícia e empurrou seu casco de doze metros para fora da água. Sua quilha se espedaçou com um ruído alto de madeira partida e, ainda assim, o barco da polícia elevou-se, erguido pelo possante casco de aço que surgiu à superfície como uma cachalote enfurecido. A lancha da polícia tombou, atirando na água o pessoal da Van Dorn, os tiras e os pescadores. Bell saltou sobre o caso de aço e avançou com água na altura da cintura até a torre do submarino.” (Pág. 390)

Informações:
Título: O Espião
Autores: Clive Cussler e Justin Scott
Gênero: Ficção / Aventura
Editora no Brasil: Novo Conceito
Páginas: 416
Para saber onde comprar, clique aqui

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Resenha: "Estilhaça-me"

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Resenha mais que especial, de um livro que conquistou meu coração em muitos sentidos. Vale a pena conferir e se apaixonar por essa narrativa!

Estilhaça-me é um livro arrebatador em todos os sentidos. Arrebatador em seu romance, sensual, mas, ao mesmo tempo, cheio de ternura; arrebatador em seu olhar crítico aos problemas do mundo, que caminha para um futuro de sofrimento e degradação; arrebatador em sua forma completamente envolvente de sugar-nos para dentro da mente de uma heroína que, a todo momento, vive um misto de amor e ódio consigo mesma e com sua condição, mas que, em nenhuma situação, permite-se deixar de se preocupar com o mundo e com os oprimidos.
Juliette é uma garota diferente. A história começa com a jovem, de dezessete anos, presa há 264 dias em um hospício, com nada mais que uma caneta e um caderno velhos. Sem contato algum com o exterior ou com qualquer ser humano. Sem dizer uma única palavra.
Lutando para sobreviver, após ser isolada devido à sua condição, Juliette é surpreendida quando um rapaz é colocado em sua prisão. Adam.
E, o mais assustador, ela já o conhecia; lembrava-se dele, quando ainda criança... O que ela não sabia era o que pretendiam tendo colocado o jovem no cubículo em que ela estava isolada há tantos dias.
Surpresas e revelações acontecem após a soltura de Juliette e Adam, levando-nos a uma nova etapa da narrativa, quando a protagonista é conduzida para um tipo de prisão militar de alta classe, sofrendo ao descobrir que Adam pode estar envolvido com aquilo que ela mais temia.
Nessa nova prisão, Juliette está sob o domínio de Warner, o vilão sedutor, que quer a todo custo usar o dom da moça a seu favor. O dom que fez com que ela se tornasse isolada do mundo: ela não podia tocar em outro ser humano, sem que o machucasse ou até matasse.

“Queria odiar a potente força que me envolve o esqueleto. Mas não. Minha pele está pulsando com a vida de alguém e eu não odeio isso. Odeio a mim mesma por desfrutar disso. Desfruto da sensação que é estar sendo preenchida com mais vida e esperança e poder humano do que eu sabia ser capaz. Sua dor me concede um prazer que jamais pedi” (Pág. 75).

As dúvidas de Juliette tornam-se as nossas:
Seu dom trata-se de arma ou poder? Sua relação com Warner, amor ou ódio?
À medida que planeja sua fuga, a jovem tem de lidar com a paixão crescente e ardente que sente por Adam e com as perversas intenções do obsessivo Warner (vemos aí um início de triângulo amoroso?).
Eu não poderia deixar de citar também o livro como referencial de um planeta escravo de si mesmo, pagando pelos próprios erros. Juliette, entretanto, apesar de seu dom sobre-humano, mostrasse extremamente humana ao olhar para os lados.

“Dinheiro sujo está pingando das paredes, um ano de fornecimento de alimentos desperdiçado em pisos de mármore, centenas de milhares de dólares em assistência médica derramadas em mobiliários extravagantes e tapetes persas. Sinto o calor artificial emanando por saídas de ar e penso em crianças gritando por água limpa. Aperto o olhar através de lustres de cristal e escuto mães implorando por compaixão. Vejo um mundo superficial existindo em meio a uma realidade aterradora e não consigo me mover. Não consigo respirar. Tantas pessoas devem ter morrido para sustentar esse luxo” (Pág. 59).

Falando agora sobre a edição, a capa é lindíssima, a diagramação ótima e a narrativa super fluida, com capítulos curtos e uma linguagem de fácil compreensão. A escrita de Mafi é excêntrica tal qual sua obra. Com frases riscadas em quase todas as páginas, narrativa em primeira pessoa forte e perturbadora, falta de pontuação e excesso de repetição intencionais, a autora soube usar a excentricidade a seu favor.
Embora, as repetições, às vezes, sejam um pouco exageradas: “Adam está neste edifício. Ele tem de estar neste edifício. Estou parada do lado de fora deste edifício e não consigo entrar”.

Só posso finalizar dizendo o quanto estou ansiosa pela continuação, já que Estilhaça-me é apenas o primeiro volume de uma trilogia e, quem ler vai entender, ele termina em uma das melhores partes (a autora é maldosa esperta, definitivamente).
Para quem abriu o livro pensando que não se apegaria tanto à história, Estilhaça-me conquistou-me de todas as formas possíveis e superou minhas expectativas, envolvendo-me em uma narrativa com misto de ficção com sabor X-men, romance e prenúncio de uma guerra a favor do que restou do planeta e de seus habitantes.

Trecho: “Odeio o fastio indiferente de um Sol preocupado demais consigo mesmo para se dar conta das infinitas horas que passamos em sua presença. O Sol é uma coisa arrogante, sempre vendo o mundo pelas costas quando se cansa de nós. A Lua é uma companheira correta. Ela nunca se vai. Está sempre lá, observando constante, reconhecendo-nos em nossos momentos de luz e escuridão, em constante transformação, assim como nós. Todos os dias uma versão diferente dela mesma. Às vezes fraca e lívida, noutras forte e cheia de luz. A Lua compreende o significado de ser humano. Inconstante. Solitária. Esburacada de imperfeições. Estendo a mão para pegar um floco de neve e minha mão se fecha no ar gelado. Vazia. Quero que esta mão ligada a meu punho atravesse direto a janela. Apenas para sentir algo. Apenas para sentir-me humana” (Pág.28)

Informações:
Título: Estilhaça-me
Autora: Tahereh Mafi
Gênero: Romance, Fantasia
Editora no Brasil: Novo Conceito
Páginas: 304
Borboletas azuis:

Gostou? Participe da promoção valendo um exemplar de "Estilhaça-me": clique aqui.

Super promoção: "Estilhaça-me"

87 comentário(s)
Continuando esse mês super premiado, venho anunciar mais uma excelente promoção em parceria com a Editora Novo Conceito. Já li Estilhaça-me e posso garantir que o livro é maravilhoso (confira minha resenha clicando aqui).
Se você ficou curioso para conhecer a incrível história de maldição poder de Juliette, participe desta promoção, valendo 1 exemplar lindíssimo de "Estilhaça-me", primeiro livro da trilogia.


Critérios obrigatórios de participação:
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Prontinho, você já está participando! Quer mais chances de ganhar? Participe das chances extras abaixo: 
OBS: não são regras obrigatórias, apenas permitirão que você preencha o formulário mais vezes e tenha mais chances.

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Seguir a Editora Novo Conceito no twitter:  @Novo_Conceito (+ 3)
Colocar meus livros em sua estante do Skoob: Xadrez / Corações em Fase Terminal (+ 3 para cada livro)
Colocar Estilhaça-me em sua estante do Skoob (+ 3)
Curtir a página de um dos meus livros no facebook: Xadrez / Corações em Fase Terminal (+ 3 para cada página) 
Curtir a página de Estilhaça-me no Facebook (+ 3)
Comentar algo válido na resenha de Estilhaça-me deste blog (clique aqui(+ 4)
Twittar (RT): Quero conhecer a história de amor e poder do livro Estilhaça-me, que a @fabiribeirovet e a @Novo_Conceito vão sortearhttp://tinyurl.com/bonvcr6  
(Obs: Você pode twittar a frase até 5 vezes por dia )  (+1 a cada RT)


O sorteio será feito pelo random.org, dia 31 de maio de 2012, às 21h. Haverá apenas um vencedor. Boa sorte!

Confira mais promoções clicando aqui


Sorteio do livro Garota Replay

60 comentário(s)
Em parceria com a editora Novo Conceito, o blog Reino Xadrez traz mais um sorteio para o mês de maio! Trata-se do livro nacional Garota Replay (conheça a obra aqui).

Confira todas as promoções do blog clicando aqui.


Para concorrer a um exemplar de Garota Replay, basta preencher o formulário:
(Obs: O sorteio será realizado dia 31/05/2012)

a Rafflecopter giveaway

Resultado da promoção "Um Homem de Sorte"

5 comentário(s)

Em parceria com a Editora Novo Conceito (site), o blog Reino Xadrez sorteou o livro Um Homem de Sorte, de Nicholas Sparks (veja o livro no skoob).
A promoção foi um sucesso: 61 pessoas, em 691 participações!

Foi muuuito concorrido, e a sortuda foi:

Parabéns, Ingrid!

Obrigada a todos os participantes! 

Clique aqui para conferir as novas promoções do blog!

Resultado da promoção Annástria!

3 comentário(s)
Não deixem de conhecer essa obra nacional excelente!
Tem entrevista com a escritora aqui e resenha do livro aqui.
E confira também o blog da autora e seus demais trabalhos clicando aqui.


Então, vamos conferir quem levou pra casa um exemplar do livro "Annástria e o príncipe dos deuses" autografado pela Selène D'Aquitaine:



Parabéns à vencedora. Ela divulgou muito a promoção no twitter, aproveitando as chances extras, foi muito merecido!

Obrigada a todos os participantes e à autora Selène pela confiança em realizar a promoção aqui no blog.
Em breve, novidades sobre os próximos volumes da trilogia Annástria!

Promoção "O Símbolo Perdido"

34 comentário(s)
Atualmente estou lendo o livro O Símbolo Perdido, do autor Dan Brown, e estou apaixonada por sua narrativa de mistério e suspense, com muitas reviravoltas e fatos históricos super interessantes!
Como já virei fã do autor, trago hoje esta super promoção, em parceria com a Editora Arqueiro.
Veja a página especial do Dan Brown no site da editora (clique aqui).

Sinopse:
Depois de ter sobrevivido a uma explosão no Vaticano e a uma caçada humana em Paris, Robert Langdon está de volta com seus profundos conhecimentos de simbologia e sua brilhante habilidade para solucionar problemas. 
Em O símbolo perdido, o célebre professor de Harvard é convidado às pressas por seu amigo e mentor Peter Solomon - eminente maçom e filantropo - a dar uma palestra no Capitólio dos Estados Unidos. Ao chegar lá, descobre que caiu numa armadilha. Não há palestra nenhuma, Solomon está desaparecido e, ao que tudo indica, correndo grande perigo. Mal'akh, o sequestrador, acredita que os fundadores de Washington, a maioria deles mestres maçons, esconderam na cidade um tesouro capaz de dar poderes sobre-humanos a quem o encontrasse. E está convencido de que Langdon é a única pessoa que pode localizá-lo. Vendo que essa é sua única chance de salvar Solomon, o simbologista se lança numa corrida alucinada pelos principais pontos da capital americana: o Capitólio, a Biblioteca do Congresso, a Catedral Nacional e o Centro de Apoio dos Museus Smithsonian. O livro é um labirinto de verdades ocultas, códigos maçônicos e símbolos escondidos.

Então, vamos às regras do sorteio, valendo 1 exemplar do livro O Símbolo Perdido.


Critérios obrigatórios de participação:
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Twittar (RT): Desvende o mistério de O Símbolo Perdido, que a @fabiribeirovet e a @editoraarqueiro estão sorteando http://tinyurl.com/6qrxeuv 
(Obs: Você pode twittar a frase até 5 vezes por dia )  (+1 a cada RT)

O sorteio será feito pelo random.org, dia 31 de maio de 2012, às 21h. Haverá apenas um vencedor. Boa sorte!

Confira mais promoções clicando aqui